Suspeito de agredir mulher que se jogou do 5° andar é solto em Salvador
Justiça concedeu liberade provisória, com medidas cautelares, para Igor Costa Campos, de 39 anos

A Justiça concedeu liberdade provisória para o homem suspeito de agredir a companheira em um prédio na Avenida Paralela, em Salvador. O episódio aconteceu em junho e, na época, Igor Costa Campos, de 39 anos, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva. Agora ele irá responder ao processo de tentativa de feminicídio em liberdade, com medidas cautelares.
Ainda ficaram definidas para o réu as seguintes obrigações: comparecimento mensal em juízo para informar e justificar suas atividades, proibição de manter contato com as testemunhas e especialmente com a vítima, além de se ausentar de Salvador.
Na decisão, consta que as medidas protetivas de urgências já decretadas e a imposição das medidas cautelares "se revelam suficientes para salvaguardar a integridade da vítima e eventualmente a ordem social". O odcumento também justifica que, apesar da acusação, o acusado não possui outros registros criminais.
Relembre o caso
Uma mulher de 27 anos caiu do quinto andar de um apartamento dentro de um condomínio na Avenida Paralela, em Salvador, depois de ser agredida por um homem, preso em flagrante por policiais militares.
Um morador, que preferiu não se identificar, disse que, quando a mulher caiu, alguns vizinhos estavam próximos ao local e se assustaram ao escutar o barulho, mas foram até a vítima para prestar os primeiros socorros e acionar as autoridades. O suspeito reside no prédio e a vítima estava morando com ele, mas diversas brigas ocorreram entre o casal nos dias anteriores à agressão.
O advogado de Igor, Carlos Magnavita, nega que seu cliente tenha agredido a companheira. Segundo ele, Igor tentou evitar que a vítima se jogasse do quinto andar.
"Ela, antes disso, teve uma discussão com ele e se trancou no quarto. A todo momento, ele ficou buscando evitar as agressões por parte dela, mas não praticou nenhuma das condutas que foram informadas no procedimento da autoridade policial e no depoimento da vítima", disse o advogado.
A vítima precisou ser internada no hospital e, como estava grávida, perdeu o bebê. Depois de apresentar uma melhora no quadro de saúde, ela foi transferida para uma unidade em Maceió, perto da família e onde vivia antes de se mudar para a capital baiana.
Divulgação: Correio